quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Doações garantem melhorias e Lar de Maria vive nova fase


     O Lar de Maria inicia o ano de 2016 comemorando as diversas melhorias que a entidade conquistou durante o ano passado. As ações só foram possíveis devido à contribuição de doadores, que são os responsáveis pela manutenção dos serviços oferecidos pela instituição.Resultado de imagem para criança rosto
     Recentemente, o setor de acolhimento, onde residem crianças que não têm famílias ou estão afastadas do convívio familiar, mudou-se para um novo espaço físico, um ambiente no formato de casa, com cara de lar. Segundo o coordenador Rogério Martins de Melo essa mudança trouxe inúmeras melhorias e benefícios diretos para as crianças. "O espaço físico em formato de ambiente de lar, como determina a lei: cozinha com acesso livre, banheiros comuns (não em estilo de vestuário, como eram), maior facilidade de deslocamento dentro do imóvel (redução de 4 para 2 andares), jardim e horta, ampliação da área de lazer (duas salas de televisão) e de estudos. Essas alterações favorecem a adaptação da criança, valorizam a identidade delas. Agora há um espaço reservado para cada uma elas, composto por seu guarda-roupas, cama, roupas, calçados, kit de higiene, travesseiro, cobertor e brinquedos", ressalta. A casa ainda possui um pequeno jardim, possibilitando o contato com a natureza, além de um amplo pátio para as atividades de recreação.
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     Além do novo ambiente, houve renovação do mobiliário, o qual foi adquirido a partir da criação de um projeto social apresentado pelo Lar de Maria, que contou com o patrocínio da Gerdau Açominas e a colaboração do município de Conselheiro Lafaiete.
       ESPAÇO MAIS ACOLHEDOR
        Segundo o coordenador, o novo espaço físico é uma casa ampla o suficiente para residirem, ao mesmo tempo, 20 crianças e adolescentes, e trabalharem 12 cuidadoras com troca de quatro turnos de 12h, já que o acolhimento funciona 24h por dia. O aluguel da nova casa está sendo pago com a locação de partes do antigo acolhimento, onde funciona, atualmente, a sede do abrigo. "É importante ressaltar que a nova casa alugada trouxe favorecimentos. Na antiga sede, a manutenção de todo o prédio era muito alta e o gasto com as contas de água, luz e material de limpeza era bastante elevado. Na nova casa, contamos com sustentabilidade social e ambiental que nos proporciona a redução no custo de energia elétrica através do uso dos equipamentos de energia solar”, ressalta Rogério Martins, afirmando que foram várias tentativas e muita pesquisas para enquadrar o valor do aluguel à realidade da entidade.
         No novo imóvel, localizado no bairro Carijós (região sudoeste), houve a ajuda de um conselheiro do Lar de Maria, que convenceu os proprietários sobre a necessidade das várias reformas e adequações na casa. Foi modificada a garagem, a fim de criar um espaço para o atendimento das famílias. Também foram realizadas todas as outras alterações que se mostraram necessárias.
         Rogério afirma que a nova casa é sim muito melhor que antigo prédio, mas não tem luxo nenhum. "Apesar de todo o conforto que estamos oferecendo a essas crianças, que pela primeira vez têm sala com sofá, nenhum destes confortos é capaz de eliminar o fato de que elas estão longe das famílias. Por mais amor e cuidado que nossas cuidadoras tenham, elas são funcionárias que ao final do expediente, deixam o turno e vão para suas casas ficar com suas famílias. A falta de uma mãe, de uma família, traz um vazio que por mais brinquedos que damos, não conseguimos eliminar a tristeza que isso gera nas crianças”, disse.
        Qualquer pessoa que deseje ter contato com as crianças deve, primeiro, fazer uma rápida ficha com a psicóloga do acolhimento. A pessoa pode se torna um voluntário e serão agendados dia e horário, sem que atrapalhe a rotina da criança, para que ela possa levar algumas crianças para passear, seja para tomar sorvete, comer pipoca, ou mesmo passear e brincar em alguma pracinha da cidade ou algum sítio da região.
      " Essa nova política de incentivo aos voluntários para sair com as crianças tem repercutido positivamente no dia a dia, mantendo as crianças mais calmas e diminuindo o estresse de ficar somente dentro da casa de acolhimento”, informa.
         Como em todo acolhimento, o Lar de Maria é obrigado por lei a manter uma equipe técnica para atender às crianças e, também, aos seus familiares. Essa equipe é constituída por, no mínimo, uma Assistente Social e uma Psicóloga. "Sem esses dois profissionais, o Lar de Maria não funciona. Não é possível adotar, nem realizar a reintegração familiar, porque não haveria pessoas competentes para efetivar essas decisões da Vara da infância e Juventude”, afirma Rogério.

                       ABRIGO ANTIGO
         A meta principal para o abrigo antigo é alugar o imóvel onde era feito o acolhimento das crianças. No entanto, o prédio é antigo e precisa de reformas que o Lar de Maria não tem condições de realizar. “Temos ainda um grave problema que foi determinante para a mudança do acolhimento: eis que não temos o alvará do Corpo de Bombeiros e projeto AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) já pronto, pois ele exige colocação de hidrante, cujo preço está muito além das condições que a entidade pode pagar. Atualmente, o prédio do abrigo está desocupado em sua grande parte. Os antigos móveis estão sendo vendidos em bazar para custear as despesas”, disse.
         “Com a mudança do acolhimento para um espaço mais confortável, esperamos sensibilizar as pessoas a doarem para o Lar de Maria, a fim de que possamos utilizar a arrecadação em favor dos acolhidos. A importância das doações é ainda maior, porque a entidade não recebe ajuda mensal de nenhum governo. Temos reduzido o número de funcionários e dispensando até colaboradores antigos”, acrescenta Rogério.
       Quem tiver interesse em contribuir com o Lar de Maria, pode doar pessoalmente e diretamente em sua sede localizada na Alameda Dois de Novembro, nº131, Bairro Centro, ou através da conta da COPASA, com valor mínimo de R$5,00. Você pode solicitar sua adesão à parceria com a COPASA ligando para o telefone 3761-3219. Deste modo, ao pagar a conta de água, você estará doando para o abrigo automaticamente a quantia que você solicitou doar.


Reportagem publicada no Jornal Correio da Cidade, Conselheiro Lafaiete, 23/01/2016 a 29/01/2016.